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SUSTENTABILIDADE

Programa de títulos verdes para ferrovias é tema de debate da Revista Ferroviária

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  • Publicado: Terça, 21 de Julho de 2020, 18h11
  • Última atualização em Sexta, 31 de Julho de 2020, 12h35

FIOL, Ferrogrão e FICO estão no escopo do programa; mercado é tendência cada vez maior em nível global

O programa de certificação de títulos verdes para ferrovias do Ministério da Infraestrutura foi tema do “Webinar nos Trilhos”, nesta terça-feira (21), promovido pela Revista Ferroviária. Participaram do debate o subsecretário de Sustentabilidade da pasta, Mateus Salomé, e a diretora para a América Latina da CBI (Climate Bonds Iniciative), Thatyanne Gasparotto. O programa, fruto de parceria com a organização inglesa, visa à certificação para captação de recursos para investimentos em projetos mais sustentáveis.

Inicialmente, entram no escopo do programa a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), a Ferrogrão e a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FICO). No total, estão previstos R$ 14,3 bilhões em investimentos nas três ferrovias. A expectativa é que, no momento da realização dos leilões, que devem acontecer entre este ano e o próximo, os ativos já estejam certificados para captação de recursos.

O subsecretário explicou que, uma vez certificados, os projetos passam a ter critérios para serem implementados, como emitirem menos de 25 gramas de gás carbônico por tonelada/quilômetro transportado, além do fato de a carga total transportada pela ferrovia ser de menos de 50% de combustíveis fósseis. “A ideia é que a gente desloque recursos privados de ativos com alta intensidade em emissão de carbono para ativos de baixo carbono. O ganho de eficiência será muito maior do ponto de vista de emissões quando migrarmos as cargas para o modal ferroviário”, explicou Salomé.

Segundo Thatyanne Gasparotto, da CBI, o mercado de certificação para títulos verdes tem se tornado cada vez mais global e necessário. “Um título rotulado tem um nível de transparência maior que o tradicional. Investidores perceberam que continuar investindo em ativos de carbono intensivo são um risco para as suas carteiras quando o mundo todo pensa em matrizes energéticas mais limpas”, disse.

Ela ressaltou que a consequência dessa busca é que o excesso de demanda tem gerado taxas cada vez mais atrativas, levando a uma disputa maior por esses títulos. “Isso pode representar um diferencial, inclusive, no pós-crise, uma vez que o mercado global segue a tendência de fazer uma recuperação econômica verde. Não faz sentido voltarmos para padrões tradicionais de desenvolvimento”.

O Ministério da Infraestrutura acompanha a tendência mundial na medida em que os processos de certificação para a emissão de títulos verdes integram toda uma agenda de sustentabilidade da pasta. “Não é uma ação isolada. Temos aperfeiçoado essa pauta desde o planejamento até a execução, buscando, inclusive, integração com as entidades vinculadas para incorporar variáveis ambientais aos projetos, como riscos climáticos, melhoria dos processos de licenciamento ambiental, entre outras”, concluiu o subsecretário.

MEMORANDOS – Em setembro do ano passado, o MInfra assinou memorando de entendimento com a CBI dando um pontapé para a busca de “selo verde” para os projetos de concessão de ativos de infraestrutura brasileiros. Já em outubro, a pasta também assinou memorando de entendimento de parceria junto à Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ), agência de cooperação técnica alemã, com o objetivo de adaptar os projetos a possíveis alterações do ambiente.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério da Infraestrutura

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